e então foi isto. cinquenta e duas vezes falamos do eclipse que parece que vai mudar as coisas, fazer saltar as coragens, desencantar o adormecido, jogar para longe a areia branca que está nos olhos e não sai nem com reza e descer as estrelas para dentro do peito. existe sempre uma esperança de que o divino olhe cá embaixo e perceba que é preciso um sopro, um nada para que tudo caiba novamente onde sempre esteve embora seja uma coisa muito clara o fato de que foi preciso quebrar os ovos para nascer e que sim, foi bom. tantas verdades dentro da banheira quente. as coisas já passadas. o que está por vir. de certo? os sonhos não envelhecem.
Escrito por Cristiane Lisboa às 16h53
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